quinta-feira, 15 de abril de 2010

Uma Terra Distante

Isabel nasceu com o dom e a maldição de “ver para além”. É uma menina tímida e sensível que aprendeu a distinguir os sons, cores e ritmos da terra árida onde vive com os pais e o irmão Isaías, que adora. A ligação entre ambos é tão intensa que ela é capaz de o encontrar mesmo quando ele se esconde entre os pés de cana-de-açúcar de uma plantação a perder de vista. Na verdade, Isabel vive num mundo protegido e repleto de amor, ainda que pobre e remoto. Mas a seca e a fome devastam aquela região já tão sacrificada, e Isaías decide que está na altura de construir um novo futuro para si próprio na cidade. Algum tempo depois, também Isabel é obrigada a abandonar o único lar que alguma vez conheceu. Apenas a ideia de se juntar ao irmão a consola. Mas Isaías parece ter desaparecido sem deixar rasto. Na cidade, Isabel sente-se acossada por sinais que já não consegue identificar. Na busca desesperada por Isaías, a jovem move-se num mundo desconhecido, povoado de ameaças imprevisíveis. Não sabe como agir. Não sabe como reagir à violência. Pela primeira vez na sua vida, Isabel está entregue a si própria. O deslumbramento de Isabel face ao desconhecido, a sua inadequação a uma sociedade regida por regras que lhe parecem absurdas, a sua forma engenhosa de arranjar soluções - tudo neste romance comove e fascina. A história da jornada de Isabel é um relato universal sobre os laços familiares e o amor entre irmãos, sobre destino e saudade, sobrevivência e verdadeiro heroísmo.

Por favor,morda-me o pescoço!


Ao longo da história da literatura, nenhuma figura conseguiu combinar de forma tão perfeita o fascínio e o horror, o medo e a atracção, o demoníaco e o humano quanto o vampiro. Desde o aristocrático Conde Drácula, de Bram Stoker, aos dandys niilistas criados por Anne Rice, o vampiro tem vindo a hipnotizar gerações. Quem é este monstro que se reveste de aparência humana? O que o torna tão assustador – e, ao mesmo tempo, sedutor? Qual a origem do poder que o vampiro exerce sobre a imaginação dos homens?

Por Favor Morda-me o Pescoço apresenta alguns dos clássicos da literatura sobre vampiros. Venha – se tiver coragem – conhecer o monstruoso Lord Ruthven, a inocente Carmilla, a mundana Clarimonde e, claro, o famoso conde Drácula. Mas nunca se esqueça: o seu charme e volúpia escondem uma voraz sede de sangue…

A Menina que roubava livros

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.

Da Magia á Sedução

Há mais de duzentos anos atrás, Maria Owens (Caprice Benedetti) foi condenada a morrer na forca por praticar bruxaria. Além disto, ela tinha se envolvido com vários homens casados da região e, como as mulheres de seus amantes eram do Comitê de Enforcamento, isto ajudou ainda mais a fazer com que Maria fosse condenada. Porém, graças ao seu dom, que todos temiam, ela conseguir escapar da execução, foi banida para uma ilha e, grávida, ficou esperando a chegada do seu amante, que não apareceu. Na sua dor e desespero, ela enfeitiçou a si mesma, desejando nunca mais amar alguém. Mas a amargura cresceu e o feitiço virou uma maldição, na qual todo homem que amasse uma Owens morreria e todas as suas descendentes herdaram seus poderes mágicos e sua maldição. Desta maneira morreu o pai de Sally e Gillian, com pouco depois a mãe delas morrendo também. Deste modo, as duas meninas foram morar com suas tias (Dianne Wiest e Stockard Channing), que também eram bruxas. Quando se tornam adultas, Sally (Sandra Bullock) se mostra bastante reservada, enquanto Gillian (Nicole Kidman) foge de casa para ter o primeiro de muitos namorados. Após algum tempo Sally se casa, tem duas filhas e passa a ser tolerada pela sociedade, mas isto não impede que seu marido morra atropelado. Até que chega o momento em que Sally parte para socorrer Gillian, que se envolveu com Jimmy Angelov (Goran Visnjic), um búlgaro agressivo, que as ameaça. Sentindo que correm perigo, as duas o envenenam, mas temendo as conseqüências de tal ato Gillian convence Sally que o melhor é trazê-lo de volta à vida, o que trará uma série de complicações junto à polícia e com seus próprios poderes e suas consequências.

O Retrato de Dorian Gray


Dorian Gray é o personagem central de uma história extremamente trágica e fantástica. Um jovem de cerca de 17 anos, dono de uma beleza narcizesca, que fascina a todos que o conhecem, sejam eles mulheres ou homens, tem seu retrato pintado por um devotado amigo. Na noite em que o retrato é terminado, Dorian conhece Lorde Henry Wotton, abastado e libertino amigo do Pintor Basílio Hallward. Lorde Henry, é o burguês com traços aristocratas clássico (cínico, preconceituoso, sarcástico e bon vivant ao extremo), depois de alguns minutos com Dorian, deixa-o completamente perturbado, colocando em sua cabeça questões até nunca imaginadas pelo rapaz, como o do fim da vida e degradação de seus bens mais preciosos (beleza e juventude), devido à atuação do tempo sobre a carne.

Dorian extremamente perturbado com tudo isso e em um momento de grande desespero, em um terrível rompante contra seu amigo Basílio, por ter despertado nele o conhecimento da beleza que até então ele mesmo não conhecia; roga aos céus para que ele nunca envelheça e toda a ação do tempo sobre ele, além da marca dos pecados que cometesse dali em diante fosse transferida á pintura.

Mais calmo e inconsciente do pedido que fez, estreita-se à amizade entre Dorian e o Lorde, sendo Basílio colocado gradativamente de lado. Mas o mais inacreditável esta por vir. Possuído pela mesma paixão que o fizera perder a cabeça quando seu quadro ficou pronto, Dorian Gray acaba conhecendo a jovem Sibyl Vane, uma adolescente atriz que por seu amor dedicado à arte de atuar, conquista o amor de Dorian. O fim trágico dessa história de amor e outros acontecimentos levam a uma drástica mudança na personalidade, até então em formação, desse personagem. E é nesse contexto que ele percebe a alteração em seu quadro e que fantasticamente, o desejo feito em um momento de fúria se realizou. E se inicia a gradual destruição da figura no quadro, a figura representativa da alma de Dorian Gray, que a cada dia que passa se perde ainda mais no abismo da maldade.

Dorian é apresentado a escritos hedonistas, onde a busca do prazer deve ser o objetivo primordial e único de todos os homens; onde as causas, os modos e as formas não têm nenhuma importância, perante o objetivo principal. Dorian, então, é jogado em um mundo escuro, onde pecados são esquecidos apenas quando outros ainda maiores são cometidos. Uma pergunta feita a Dorian em determinado momento da obra, é bastante ilustrativo a respeito disso: “qual o proveito de um homem que ganha o mundo inteiro, mas perde sua própria alma?”. E é isso o que vemos ocorrer com ele. O bem e o mal são sempre discutidos e interpretações distintas são sempre atribuídas a eles. Quando Dorian faz uma boa ação, faz por realmente estar tentando ser bom, ou seria exatamente pelo contrário, e suas atitudes longe de possuir bondade, seriam apenas formas de enaltecer ainda mais seu já enorme ego? Como um toque de Midas ainda mais bizarro, tudo o que ele toca se degrada.

Wilde, enquanto escritor, foi um grande questionador e crítico da sociedade e do período em que viveu, e ele utiliza Lorde Henry para ser seu porta voz:

“(…)todo mundo pode ser bondoso no campo. Lá não há tentações. E é esta justamente a razão pela qual as pessoas que vivem fora da cidade não são absolutamente civilizadas. A civilização não é, de maneira nenhuma, uma coisa fácil de se alcançar. Há apenas duas maneiras de chegar a ela. Uma é a cultura e a outra, a corrupção. Ora, a gente do campo não tem oportunidade de travar conhecimento com qualquer das duas maneiras; por isso fica completamente estagnada(…)”

A Noiva Italiana


Poderá uma história de amor unir duas famílias separadas pelo ódio?

Apesar de viverem em Londres, os Martinelli continuam a ser uma típica família italiana: sempre a discutir, a comer e a amar. Pieta, a filha mais velha, tem 30 anos e é solteira, facto que a coloca sob a mira dos pais, principalmente agora que Addolorata – a sua irmã mais nova – vai casar. Uma vez que desenha vestidos de noiva, Pieta foi encarregada de fazer o vestido mais importante da cerimónia, mas uma série de segredos de família atrai a sua atenção. Porque é que o pai está sempre a discutir com um vizinho italiano? Qual será a causa da tristeza da mãe? E será possível que o homem por quem ela sempre alimentou uma paixão secreta esteja prestes a casar-se com outra pessoa? Decidida a ajudar a irmã, Addolorata planeia dar um empurrãozinho ao destino no dia do seu casamento. Mas o resultado vai ser surpreendente e nada vai acontecer conforme o planeado…

A Arte de Amar


Escândalo, romance e intrigas familiares pela mão da autora do bestseller UMA VILLA EM ITÁLIA

Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto.

A sua “fuga” para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo…